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23 de maio de 2016

LAVA JATO 119 INDICIADOS E MAIS DE 30 CONDENADOS


Fazem parte da lista de acusados os donos das maiores empreiteiras do País, ex-dirigentes da Petrobrás, executivos, doleiros, políticos e até seus familiares.

A partir da esquerda:Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Alberto Youssef, Augusto Mendonça e Julio Camargo. Fotos: Estadão e Futura Press
A partir da esquerda: Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Alberto Youssef, Augusto Mendonça e Julio Camargo são réus na Lava Jato. Fotos: Estadão e Futura Press
Por Julia Affonso, Fausto Macedo, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt
A força-tarefa da Operação Lava Jato já denunciou 140 investigados por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa para fraudes em licitações da Petrobrás, embaraço à investigação, peculato, evasão de divisas, crimes financeiros e até ocultação de valores do tráfico internacional. Desse grupo, até esta segunda-feira, 27, já se tornaram réus 119 acusados, segundo o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato. Foram condenados, até aqui, 30 alvos da Lava Jato.
Fazem parte desta lista de réus os donos das maiores empreiteiras do País, ex-dirigentes da estatal, empresários, doleiros, políticos e até seus familiares. Os procuradores da República já apresentaram à Justiça 28 denúncias formais à Justiça Federal no Paraná.

Balanço da Lava Jato

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Fonte: MPF
Em um balanço da operação, o procurador da República Deltan Dallagnol, que compõe a força-tarefa, afirmou que houve 3 absolvições a pedido do Ministério Público Federal. Outros dois denunciados foram absolvidos contra o pedido da Procuradoria da República.
Na sexta-feira, 24, a força-tarefa denunciou 22, entre eles os presidentes da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo – além de executivos ligados às duas empresas, o doleiro Alberto Youssef, os ex-diretores da Petrobrás Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços), o ex-gerente da estatal Pedro Barusco e os lobistas Fernando “Baiano” Soares, apontado como operador do PMDB, Mário Góes e seu filho Lucélio Góes.
Essas duas denúncias, contra as cúpulas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, ainda não foram analisadas pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato.
Dos 22 acusados nessas duas denúncias, sete já são citados em acusações anteriores. Se as duas denúncias mais recentes forem recebidas, o número de réus subirá para 134.
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Em denúncias anteriores, o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) e seus irmãos e o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE), sua filha, a ex-deputada federal Aline Corrêa (PP-SP), seu filho e sua nora foram acusados de corrupção, lavagem e peculato. Vargas, um de seus irmãos e sua mulher respondem a outra denúncia de lavagem de dinheiro na compra da casa onde o ex-parlamentar morava.
Ao todo, foram instaurados 789 procedimentos no âmbito da Lava Jato. São 156 inquéritos em andamento, 53 processos de cooperação internacional além de 5 ações de improbidade e 81 ações cautelares patrimoniais, ‘que objetivam alcançar o ressarcimento para os cofres públicos dos bilhões que foram desviados’, segundo Deltan Dallagnol.
Integram o universo da Lava Jato expedição de 466 mandados, sendo 297 de buscas e apreensões, 48 de prisões preventivas, 46 prisões temporárias e 75 conduções coercitivas.
No primeiro momento da investigação, a partir de março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, foram investigadas e processadas quatro organizações criminosas lideradas por doleiros, operadores do mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público Federal colheu provas de um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobrás.
Neste esquema, que durou pelo menos dez anos, segundo a Procuradoria da República, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.

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