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21 de julho de 2016

POLÍCIA FEDERAL - LEVA LULA DE NOVO NA MADRUGADA DE HOJE E A IMPRENSA SE CALA. EU NÃO.


CURITIBA e SÃO PAULO - O ex-presidente Lula foi levado nesta sexta-feira para depor na polícia Federal numa nova fase da operação Lava-Jato. 
Nela, a força-tarefa diz que o petista era um dos beneficiários dos crimes na Petrobras. Se até então Lula era investigado por ocultação de patrimônio, segundo denúncias envolvendo o sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá, agora ele é suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção. Nesta sexta-feira, 11 pessoas foram levadas a depor coercitivamente, entre elas Lula, e 33 endereços foram alvos de mandados de busca e apreensão, boa parte deles relacionados a familiares e amigos do ex-presidente.
A Lava-Jato investiga a origem de R$ 30,7 milhões pagos pelas cinco maiores empreiteiras envolvidas nas fraudes da Petrobras ao Instituto Lula e à LILS Palestras, empresa do ex-presidente Lula. Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão doaram R$ 20,7 milhões ao Instituto e pagaram R$ 9,920 milhões por palestras entre 2011 e 2014.
“De fato, surgiram evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política (PT). Mais recentemente, ainda, surgiram, na investigação, referências ao nome do ex-presidente Lula como pessoa cuja a atuação foi relevante para o sucesso da atividade criminosa”, diz a força-tarefa. Lula prestou depoimento no escritório da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas. Havia especulação de que o ex-presidente poderia ser levado ainda nesta sexta-feira para Curitiba.

Segundo o MPF, as investigações apontam para crimes de lavagem de dinheiro transnacional e “há fatos praticados quando o ex-presidente estava no exercício do mandato”. Segundo a apuração, possivelmente a influência de Lula foi usada antes e depois do mandato para que o esquema “existisse e se perpetuasse”.



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A PF encontrou ainda evidências de que o ex-presidente recebeu benefícios da OAS, da odebrecht e do pecuarista José Carlos Bumlai, todos envolvidos eme squema de frause na Petrobras. As duas contrutoras fizeram reformas e compraram móveis para o sítio e o tríplex. Bumlai teria feito pagamento para essas obras.
Entre os que estão sendo ouvidos o braço-direito do ex-presidente e atual presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e José de Fillipi Júnior, ex-prefeito de Diadema que foi tesoureiro da campanha de Lula e Paulo Gortilho, diretor da OAS.
A operação foi denominada "Aletheia", em referência à expressão grega que significa "busca da verdade", segundo informe divulgado pela PF. São investigados cimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros, praticados, segundo a PF, "por diversas pessoas no contexto de esquema criminoso e relacionado à Petrobras S/A"

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