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28 de julho de 2016

CAMPEONATO BRASILEIRO 2016 - SPORT Contrato curto, qualidade e paciência: o que faz o Sport acreditar que Luis Carlos Ruiz pode brilhar

Williams Aguiar/Sport Club do Recife
Executivo tira pressão de estrangeiros que ainda não renderam do centroavante e defende escolhas no mercado; leia o que Zanotta avalia de cada gringo no clube

Luis Carlos Ruiz é o quinto estrangeiro no elenco do Sport. O último da temporada. Por ele, recai uma pressão imensa da torcida. Não só pelos gols que se espera de um centroavante, posição carente ao longo do ano. Mas também porque os outros atletas de fora do país ainda não renderam o que se espera deles. Seja por lesão. Seja por um momento técnico ruim. É nesse cenário de cobrança que o jogador foi apresentado oficialmente ontem pelo clube. Aos 29 anos, contudo, deu sinais de que entende e sabe lidar com a desconfiança. Os dirigentes, por sua vez, montam uma estratégia que envolve acolhimento do atleta, paciência e, ao mesmo tempo, consciência de que ele precisa mostrar serviço rapidamente.


Ruiz chega ao Sport após perder espaço no Atlético de Nacional. Tem contrato de empréstimo de seis meses com possibilidade de renovação por mais seis ou compra dos direitos. É o acordo mais curto dos “gringos” do Leão. Nos jogos que tem pela frente, precisará corresponder para ficar. 

Antes, ainda, tem que passar pelas últimas etapas do condicionamento físico para acabar com o déficit muscular que apresentou e, assim, poder estrear. É provável que esteja pronto apenas na 19ª rodada, contra o Figueirense.

“É uma pressão que existe e estou tranquilo porque é favorável para um jogador ter que passar por esse tipo de pressão. Ajuda a melhorar”, disse. “Acredito que em breve esteja pronto. Estou trabalhando para melhorar. Na parte física, eu estou bem, mas poderia estar melhor”, acrescentou.

Observando o desejo do jogador dar certo no Sport, o executivo de futebol André Zanotta tenta tirar o rótulo de “estrangeiro”. O gestor ainda tenta pregar a filosofia do caso a caso, aposta nos detalhes para o jogador se sentir à vontade na Ilha do Retiro e no Recife e ainda critica o imediatismo do futebol brasileiro.

“Ruiz tem um perfil muito inteligente, sabe fazer bem o pivô. Tem qualidade ali na frente e frieza. A gente avalia o jogador independente da nacionalidade”, disse. “Eu acho muito exagerado você taxar que jogador ou treinador estrangeiro não serve para o Brasil. Tem casos e casos. Tem que ter um cuidado também. São seres humanos. A gente cuida para que eles se adaptem o mais rápido aqui vindo com a família. A esposa de Ruiz e filha estão vindo para cá. Tudo isso facilita”, acrescentou.

O que o executivo de futebol avalia dos outros estrangeiros

Reinaldo Lenis (atacante com contrato até 2019)
“Lenis tem contrato de quatro anos e é preciso ter muito cuidado. É uma atleta novo e que tem um talento enorme. Não tenho dúvida nenhuma que vai dar uma resposta para os torcedores.” 

Henríquez Bocanegra (zagueiro com contrato até 2018)
"O Bocanegra é um jogador que era titular. Para mim, atingiu a nossa meta até sofrer a lesão. Era o atleta titular até com Oswaldo. Recebi elogios até de outros clubes sobre ele. Voltando, ele vai nos ajudar muito.' 

Rodney Wallace (lateral/meia com contrato até 2017)
"O Rodney é titular do time. Surpreendeu muita gente que insiste em dizer que ele está sendo improvisado na lateral esquerda apesar de ter tido convocações na Costa Rica como lateral esquerdo." 

Mark González (meia com contrato até 2017)
“O Mark sofreu uma série de lesões, que acabou atrapalhando o desempenho dele aqui. Mas é um jogador que tem qualidade.”

O que o elenco vê dos estrangeiros 
“Eles têm as características deles. Se pegar quatro jogadores brasileiros e colocar na Argentina ou na Colômbia, a tendência é de que fiquem mais os quatro. Eles se encaixam mais entre eles do que com a gente. Mas a gente se acostuma com isso, que é normal nos clubes”, disse o atacante Rogério.

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