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9 de agosto de 2016

SAÚDE 2 - ADOÇANTES: TUDO O QUE VOCÊ DEVE SABER PARA FAZER A MELHOR ESCOLHA

Resultado de imagem para ADOÇANTESVocê consome algum tipo de adoçante?
Será que ele está fazendo bem a você?
Muitos adoçantes são piores do que açúcar.
Por isso é importante saber escolher.
Existem dois tipos de adoçantes: os naturais e os artificiais ou sintéticos.
Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal.
Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas.
Neste texto, você conhecerá os prós e os contras dos principais adoçantes e, a partir dessa informação, terá subsídios para, na hora de comprar, escolher o melhor para você e sua família.
ADOÇANTES NATURAIS
Frutose
Extraída das frutas e mel. É mais doce do que a sacarose (açúcar refinado) 173 vezes. Apresenta 4 Kcal/g e provoca cáries. As pessoas diabéticas devem utilizá-la com moderação.
Sorbitol
Encontrado na natureza em frutas e alga marinhas. Apresenta poder adoçante 50% menor do que a sacarose. Possui 4 kcal/g.
As pessoas com diabetes não podem utilizá-lo.
É estável ao calor.
Em combinação com outros adoçantes (sorbitol, acessulfame-K, aspartame, ciclamato sacarina ou esteovídeo) é empregado na fabricação de biscoitos, chocolates, goma de mascar e refrigerantes.
Estévia
O seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior à sacarose.
Não contém calorias.
Extraído da planta Stevia rebaudiana, planta nativa da América do Sul.
Estudos apontam o seu poder em suprimir o crescimento bacteriano nos dentes, regular a pressão arterial, tem ação diurética e regular os níveis de açúcar no sangue.
Não houve ainda efeitos colaterais associados, por isso deve sempre que possível ser o edulcorante de escolha.
O seu sabor doce não é afetado pelo aquecimento, então pode ser utilizada em chás e outras bebidas, além do preparo de sobremesas em substituição ao açúcar. Existem diferentes marcas de estevia no mercado, cada uma com um sabor diferente. Alguns produtos oferecem a estévia associada a outros adoçantes (como ciclamato e sacarina) enquanto outros oferecem a estévia pura.
Xilitol
Ele é produzido a partir de plantas como bétula e de árvores de madeira dura e vegetação fibrosa.
Muitos consideram o xilitol o melhor de todos os adoçantes, melhor até que a estévia.
Ele substitui o açúcar em igual quantidade, o que o torna prático em receitas culinárias.
Reduz o risco de cárie e tem poucas calorias.
Além disso, ajuda no tratamento de doenças respiratórias e no tratamento de osteoporose
Outra vantagem do xilitol é que não precisa de insulina para sua metabolização.
Por isso é  bem tolerável pelos diabéticos
Mas atenção!
O uso exagerado – acima de 60g por dia – pode ter um efeito laxativo.

ADOÇANTES ARTIFICIAIS OU SINTÉTICOS
Aspartame
É o pior deles e o que está mais relacionado a efeitos colaterais indesejáveis.
O aspartame é composto de ácido aspártico, fenilalanina, dois aminoácidos naturalmente encontrado nos alimentos.
É de longe o edulcorante mais polêmico, e já se tem conhecimento de 92 efeitos colaterais associados ao consumo do aspartame, que podem iniciar gradualmente, podem ser imediatos, ou podem ocorrer a partir de uma reação aguda.
Embora não se conheçam todos os efeitos que o aspartame pode provocar a longo prazo, algumas pessoas são sensíveis ao aspartame e tem reações. Dor de cabeça é o principal efeito adverso atribuido ao consume de aspartame.
Também vem sendo associado a ataques de pânico, alterações de humor, episódios de mania e alucinações visuais.
Apresenta poder adoçante 220 vezes maior do que a sacarose e não deixa sabor residual. Seu valor calórico é de 4 Kcal/g.
Mas, graças ao seu alto poder adoçante, usam-se pequenas quantidades para se chegar à doçura desejada. Não é estável em altas temperaturas.
Sabidamente, devido aos efeitos estudados dos seus componentes, o aspartame pode provocar:
· Reações alérgicas alimentares
· Dores de cabeça, enxaquecas
· Náusea
· Diabetes (o aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicaces como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento)
· Espasmos musculares
· Depressão
· Ganho de peso
· Perda de audição
· Irritabilidade
· Taquicardia
· Convulsão e epilepsia
· Alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina.
· Dores articulares
· Doenças autoimunes
· Degeneração cerebral – envelhecimento (perda de memória).
· Algumas desordens também podem ser disparadas ou pioradas com seu uso crônico como doenças degenerativas: (Parkinson, Alzheimer, retardo mental), fibromialgia, diabetes, tumores cerebrais, esclerose múltipla e lúpus.
Além disso, é totalmente contraindicado na gestação (recomendação para todos os adoçantes artificiais, pode ser utilizado à base de stévia ou sucralose).
O aspartame é principalmente tóxico se pensarmos na sua exposição durante a gestação, pois o cérebro da criança em formação consegue captar cinco vezes mais esse adoçante do que o dos adultos, e isso pode causar lesões graves no sistema nervoso do ser em gestação.
Ciclamato
Seu poder adoçante é 50 vezes superior ao da sacarose.
Entre as suas características estão a presença de sabor residual e a sua estabilidade em altas temperaturas.
Não apresenta calorias.
Está proibido nos EUA desde a década de 70 por sua possível relação com tumores cancerosos.
Sacarina
Apresenta poder adoçante 200 vezes superior ao da sacarose podendo deixar sabor residual.
Possui alta estabilidade em temperaturas elevadas. Devido à sua estabilidade, a sacarina é utilizada em vários alimentos, na indústria de cosméticos e de medicamentos.
Não apresenta calorias.
Pesquisas associaram este adoçante a um maior risco de câncer de bexiga, em estudos com ratos.
Atenção: Indivíduos com alergia a sulfa também devem evitar consumir alimentos contendo sacarina, pois a molécula de sacarina é um derivado da sulfa.
Acessulfame-K (acessulfame potássio)
Feito do vinagre, não é digerido pelo organismo humano.
É estável em altas temperaturas.
Seu poder adoçante varia de 180 a 200 vezes superior ao da sacarose.
Seu uso pode ser muito variado e é utilizado nas indústrias de panificação, confeitos, bebidas e produtos lácteos.
Não apresenta calorias.
Sucralose
Ela é 600 vezes mais doce do que a sacarose.
É feita da sacarose, com a adição de moléculas de cloro.
É altamente estável em temperaturas elevadas podendo ser usada em produtos esterelizados, UHT, pasteurizados e assados.
Além disso, pode ser utilizada em gelatinas e pudim em pó, sucos, compotas de frutas e adoçantes de mesa.
Não apresenta calorias.
Não é digerida pelo organismo
Tagatose
É extraida do soro do leite.
A tagatose é um adoçante artificil produzido através da lactose, o açúcar do leite.
A lactose é quebrada em glicose e galactose, a partir daí há uma modificação na molécula de galactose e ela adquire uma nova conformação se transformando em D-tagatose.
Ela é 92% tão doce quanto o açúcar, mas não oferece impacto na glicose ou nos níveis de insulina, visto que não é digerida, passando intacta pelo organismo sem ser absorvida.
Alguns estudos apontam que ela inclusive consegue impedir a absorção de outros açúcares como a glicose, o que é interessante, sobretudo para indivíduos diabéticos.
É o adoçante mais parecido com o açúcar em volume e sabor e pode ser misturada a outros adoçantes para melhorar a sua textura e sabor.
O FDA (órgão governamental dos Estados Unidos responsável por fiscalizar as indústrias alimentícias e de medicamentos naquele país) já considera o produto seguro para uso humano, permitindo a sua adição em alimentos, bebidas, cosméticos, pasta de dentes, assim como em medicamentos.
Não deve ser consumido em excesso, para evitar distúrbios gastrointestinais como diarreia, náuseas e excesso de produção de gases.
Então, qual é a recomendação quando falamos de adoçante?
A recomendação é procurar adoçantes de fontes naturais (como a estévia e o xilitol, considerados os melhores).
É bom também alternar os adoçantes, para não haver o excesso de consumo de nenhum deles.
O consumo de adoçantes artificiais, especialmente o de aspartame, o pior de todos, deve ser desencorajado, pois eles  possuem moléculas com efeito tóxico, podendo pelo acúmulo dessas moléculas causar graves doenças no futuro.
Este é um site de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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