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18 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS - FUTEBOL MASCULINO Brasil goleia Honduras e atingirá recorde de medalhas olímpicas na história

Odd Andersen/AFP


Goleada "hexa" sobre Honduras garante Seleção na final de sábado no Maracanã e torna o país recordista de pódios na história do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. Com no mínimo uma prata garantida, agora são seis


Rio de Janeiro — Eles não queriam nem saber o adversário, que só será definido no início da noite na Arena Corinthians, em São Paulo. Aos gritos de "Alemanha, pode esperar, a sua hora vai chegar" e "Sai do chão, sai do chão, quem é pentacampeão", a debochada torcida carioca provocou o carrasco do 7 x 1 na goleada por 6 x 0 sobre Honduras na tarde desta quarta-feira, no Maracanã, sonhando com uma possível "revanche" no próximo sábado, às 17h30, na disputa pela medalha de ouro. Dois gols de Gabriel Jesus, dois de Neymar, um de Marquinhos e outro de Luan confirmaram a presença verde-amarela na segunda decisão consecutiva. Há quatro anos, em Londres-2012, o Brasil perdeu o título para o México, por 2 x 0.


O resultado de hoje garante a Seleção, no mínimo, mais uma medalha de prata na Rio-2016 e vale ouro no ranking histórico do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos. O Brasil dividia com a extinga Iugoslávia, atual Sérvia, a liderança com cinco medalhas. Independentemente do resultado da final, o Brasil chega a seis e se isola no topo, com três pratas em Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012; dois bronzes em Atlanta-1996 e Pequim-2008 e um ouro ou prata na Rio-2016.

A goleada deixou o Brasil muito próximo de uma outra marca expressiva. A Seleção ainda não sofreu gol nesta Olimpíada. Como mostrou o Correio Braziliense no último sábado, só a Argentina conseguiu conquistar a medalha de ouro sem ser vazada, em Atenas-2004.

O jogo desta quarta começou com um recorde e um susto. Depois da saída de bola no meio de campo, Neymar aproveitou uma falha da defesa de Honduras, dividiu com o goleiro López e a bola entrou aos 14 segundos — o gol mais rápido da história dos Jogos Olímpicos. A marca anterior era da jogadora Beckie, do Canadá (19 segundos), contra a Austrália, na Rio-2016. No masculino, pertencia a Oribe Peralta, na final de Londres-2012 diante do Brasil (30 segundos).

O camisa 10 levantou para comemorar, mas não ficou muito tempo de pé e desabou no gramado reclamando do choque. O craque chegou a sair de maca e o técnico Rogério Micale mandou Rafinha e Felipe Anderson para o aquecimento. Depois do susto, Neymar voltou às quatro linhas, continuou gastando a bola e apanhando: das 12 faltas de Honduras na etapa inicial, nove foram em Neymar, que pendurou o adversário com cartões amarelos.

Mas o o dono do jogo não se intimidou. Aos nove minutos, Neymar deixou Luan na cara do gol. O atacante driblou López e finalizou, mas o goleiro de Honduras se recuperou a tempo de evitar o segundo. Luan compensou o desperdício com um lançamento milimétrico para Gabriel Jesus. O camisa 11 percebeu a saída de López antes de receber a bola e tocou de perna direita para ampliar o placar: 2 x 0.

Em tarde de graça no Maracanã, o ataque verde-amarelo quase fez o terceiro com Gabriel Barbosa. O menino da Vila persistiu em um lance praticamente perdido e chutou à direita do gol de López. A pontaria que faltava a Gabigol sobrava em Gabriel Jesus. Em outro lançamento magistral de Neymar, o jogador vendido ao Manchester City por R$ 121 milhões encheu o pé para marcar o terceiro do Brasil e transformar o resultado parcial em goleada. 

O segundo tempo começou com Honduras abusada, colocando a bola entre as pernas de Gabigol. Apesar da gracinhas, escapou de levar o quarto. Luan chutou na grande área e o goleiro López operou um milagre. Estava fácil até para zagueiro fazer gol. Ao cinco, Neymar repetiu um lance que deu certo na vitória por 2 x 0 sobre o Japão, em Goiânia. Bateu escanteio procurando Marquinhos. O beque falhou na primeira tentativa, mas encheu o pé na segunda e ampliou para 4 x 0, aos cinco. Na comemoração, beijou o dedo, como fazia Rivaldo. 

Com o jogo decidido, Rogério Micale poupou peças importantes. Tirou Rodrigo Caio, Renato Augusto e Gabriel Jesus para as entradas de Luan Garcia, Rafinha Alcântara e de Felipe Anderson. Deu tempo de o brasiliense dar o passe para o quinto gol, de Luan. Honduras ainda tentou tirar a invencibilidade da defesa canarinha, mas Weverton entrou duas vezes em ação.

Três virou, seis acabou. Luan sofreu um pênalti e Neymar assumiu a responsabilidade de cobrar. O camisa 10 acertou o canto direito de López, que saltou para o esquerdo. Foi o tempo de o juiz apitar o fim da partida e dar início novamente às provocações aos possíveis rivais na final.

Brasil 6
Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio (Luan Garcia) e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto (Rafinha Alcântara), Gabriel Barbosa, Neymar e Gabriel Jesus (Felipe Anderson) e Luan
Técnico: Rogério Micale

Honduras 0
López, Paz, Palácios e Vargas; Marcelo Pereira, Espinal, Acosta e Bryan García; Elis, Quioto e Lozano
Técnico: Jorge Luis Pinto

Gols: Neymar, aos 14 segundos, e Gabriel Jesus, aos 25 e aos 34 minutos do primeiro tempo; Marquinhos, aos 5, e Neymar, aos 45 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rodrigo Caio (Brasil), Palacios, Vargas, Acosta, Espinal (Honduras)
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Ovidiu Hategan (Romênia)
Estádio: Maracanã (Rio de Janeiro)
Público: 70.454

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