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17 de novembro de 2016

BRASILEIRÃO 2016 - Corinthians despenca e é 4º pior do returno: confira 10 erros pós-Tite



Se Tite transformou a realidade da seleção brasileira em pouco tempo de trabalho, a saída dele coincide com uma sucessão de problemas do Corinthians. Três treinadores, mudanças de elenco, de formação da equipe e, principalmente, resultados muito ruins. 
O último deles, o empate em 1 a 1 com o quase rebaixado Figueirense, ampliou para seis o número de jogos sem vitórias e expôs novamente uma realidade difícil.
A vaga para a Copa Libertadores permanece como um objetivo possível, mas a classificação no Campeonato Brasileiro mostra um aproveitamento pobre. 
No returno, o Corinthians só é melhor que os rebaixados Santa Cruz e América-MG, além do Figueirense, com 99% de chance de queda. O índice de pontos conquistados em todo o torneio está abaixo da metade possível (49%). 
Abaixo, o UOL Esporte lista alguns dos erros que levaram os corintianos a esse quadro:

Nenhum Plano B definido para substituir Tite

A escolha do substituto do treinador, por mais que ida de Tite à seleção fosse quase questão de tempo, foi difícil. O Corinthians procurou Roger Machado, Eduardo Baptista, Sylvinho e atendeu a sugestão do ex-presidente Andrés Sanchez para que Cristóvão Borges fosse contratado. 
Ele foi demitido por decisão do presidente Roberto de Andrade, que no mesmo dia anunciou a permanência de Fábio Carille até dezembro, mas não manteve o discurso e tirou Oswaldo de Oliveira do Sport. 

Falta de unidade interna

Parte da dificuldade extracampo se deve aos problemas causados pelo racha em torno do grupo político de Roberto de Andrade. Na chegada, Oswaldo já viu o então diretor adjunto Eduardo Ferreira entregar o cargo em solidariedade ao ex-presidente Andrés. 
Em consequência, Roberto viu aliados se voltarem contra ele e ficou politicamente fragilizado. Um dos sinais veio com a dificuldade em escolher Flávio Adauto para a direção após algumas recusas, o que se repetiu no convite feito a Fernando Alba (ex-diretor da base) para que fosse o novo adjunto.

Padrões do ex-treinador são modificados em meio ao Brasileirão

Marcello Zambrana/AGIF
Cristóvão vinha de trabalhos ruins e deu errado no Corinthians
De volta à parte técnica. O Corinthians teve seus melhores momentos, justamente, nas primeiras semanas após a perda de Tite, com quatro vitórias seguidas. Aos poucos, quando Cristóvão Borges teve tempo para fazer mudanças no comportamento da equipe, o desempenho e os resultados caíram. Nos 13 jogos seguintes à sequência positiva, só conseguiu ganhar três.
Depois, Fábio Carille reassumiu, restabeleceu alguns padrões e as coisas melhoraram. Na Copa do Brasil, classificação sobre o Flu e vitória no Cruzeiro. No Brasileiro, atuações razoáveis diante de Santa Cruz, Atlético-MG e Fluminense. Nas duas últimas, porém, o resultado escapou. 
Na era Oswaldo de Oliveira, após apenas um treinamento e vitória sobre o América-MG, os períodos mais longos de trabalho coincidiram com a queda do time. Em cinco partidas, tropeço no Figueirense, goleada para o São Paulo e eliminação com 4 a 2 para o Cruzeiro na Copa do Brasil. Aos poucos, Oswaldo fez mudanças profundas no modelo de jogo corintiano. 

Compactação e segurança defensiva desaparecem

Alcançada por meio de treinamentos específicos, a compactação que era uma obsessão da comissão técnica anterior caiu por terra com Cristóvão e Oswaldo. Os setores da equipe parecem cada vez mais distantes, o que apareceu principalmente na goleada sofrida para o São Paulo no Morumbi. A consequência é a quantidade de gols sofridos, já que ao contrário de boa parte dos últimos anos o Corinthians está distante das melhores defesas do Brasileirão. 

Desequilibrado, time tem vários jogadores em queda

Nomes outrora importantes, como Fagner e Cássio, fazem um Brasileirão abaixo de seus padrões. Novatos que renderam no primeiro semestre, como Giovanni Augusto, Balbuena e Marquinhos Gabriel, também não vivem bom momento. O único jogador que mantém certa constância nos piores momentos é Rodriguinho. Guilherme, que parece o melhor tecnicamente, é irregular. 

O tempo perdido com Alexandre Pato

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Corinthians tratou Pato como possível solução e vendeu na sequência
Em busca de um centroavante há muito tempo, o Corinthians acreditou que poderia ter Alexandre Pato, de volta de empréstimo. O jogador se preparou, o clube descartou uma contratação e, quando a janela para inscrições do exterior se fechou, foi surpreendido com a venda de Pato. Não restaram muitas opções de mercado...

As contratações equivocadas

Diante do cenário descrito acima, o Corinthians apostou suas fichas em um jogador que se mostrou incapaz de atender as expectativas. O investimento de R$ 3 milhões em 40% dos direitos de Gustavo, ex-Criciúma, foi elevado, mas ele não conseguiu retribuir. Outra aquisição pós-Tite, o volante Jean atuou por apenas seis minutos desde a chegada. A posição dele é uma das mais carentes do time. 

O desmanche cresceu - e ainda consumiu quem poderia ajudar

Se não bastasse as enormes perdas no começo do ano, o Corinthians se fragilizou mais ainda na janela de negociações do meio da temporada. Os volantes Bruno Henrique e Elias, titulares, e o atacante Luciano, reserva, saíram. Pouco antes, o clube havia emprestado justamente aquele que poderia ajudar na substituição, o garoto Maycon, emprestado à Ponte Preta - ele é titular por lá. 

O que acontece com Marlone, o melhor do ataque no returno?

Rubens Cavallari/Folhapress
Marlone desapareceu da equipe com Oswaldo
Titular na reta final de Cristóvão Borges e também com Fábio Carille, Marlone teve poucas chances com Oswaldo. Em seis jogos do novo treinador, foi titular somente uma vez. Ficou de fora do clássico com o São Paulo e atuou por só três minutos no empate com o Figueirense. Apesar disso, ele ainda é o jogador mais efetivo do ataque no returno do Brasileirão, com quatro gols e três assistências. 

Excesso de problemas físicos

O que era segredo no ano passado, em 2016 virou problema. O Corinthians enfrenta problemas físicos desde o começo da temporada e chega fragilizado em relação à forma dos atletas nas últimas rodadas do ano. Mesmo com 10 dias de intervalo, Guilherme e Uendel ficaram de fora do jogo com o Figueirense. Willians, na mesma partida, sentiu problemas musculares. Mesmo nesse momento complicado quanto ao estado do grupo, Oswaldo tem feito treinamentos longos e recebeu críticas internas de alguns atletas

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